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Viagem de Verão: Canções e Versões, de Schubert a Caymmi
A relação entre poesia e música é uma das riquezas características da canção brasileira. Especialmente a partir da segunda metade da década de 1950, com o surgimento da parceria Tom Jobim-Vinicius de Moraes, nossa tradição acumula exemplos extraordinários de casamento entre música e letra, num plano em que a invenção da poesia só não é maior do que a criação musical. Arthur Nestrovski (violão), Jussara Silveira (voz) e André Mehmari (piano) Compositores-poetas como Chico Buarque e Caetano Veloso são emblemas desse gênero que cruza as fronteiras da canção popular, como habitualmente praticada em outros lugares. Para quem não tiver familiaridade com a canção popular brasileira, será mais fácil, mesmo, explicar do que se trata fazendo uma analogia com o repertório dos lieder alemães do início do século 19 – outro momento quando compositores e poetas se uniram para inventar um acervo de criações combinadas, musicais e literárias. Foi este o ponto de partida para as versões de canções de Schubert (1797-1828) e Schumann (1810-56) recriadas aqui como canções brasileiras – na voz de Jussara Silveira, nas letras e no violão de Arthur Nestrovski, no piano de André Mehmari –, lado a lado com a música de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Zé Miguel Wisnik, entre outros. Sem falar na canção que dá nome ao show, uma parceria de Mehmari e Nestrovski, feita para Jussara, a partir de alguns temas de Schubert. As neves de lá iluminam as praias de cá e vice-versa: canções conversam umas com as outras, através dos séculos, enquanto vai mudando a paisagem nesta nossa eterna brasileira viagem de verão. Leia aqui o texto de Luiz Tatit, "Triângulo Virtuoso" Leia aqui sobre as canções de Schubert em português
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